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A CADA SEMANA UMA LIÇÃO NOVA EBD - 07 agôsto 2022

LIÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA PARA DOMINGO  07 AGÔSTO 2022

 

LIÇÃO 6 

JESUS E O MINISTÉRIO 

TEXTO ÁUREO: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19) 

LEITURA BÍBLICA: LUCAS 5.1-11 

INTRODUÇÃO Na lição de hoje estudaremos episódios relacionados ao tema proposto, a saber, o ministério da palavra de Deus. Embora muitas vezes apresentado nos ensinos de Jesus em conexão com o chamado mais geral da própria salvação, é importante ressaltar as suas particularidades e implicações para a vida do cristão, seja aquele que cumpre o “ide”, testemunhando de Cristo às almas, seja aquele que possui um chamado específico para pregar, ensinar e dispensar aos seus conservos a boa palavra de Deus. 

I – O CHAMADO PARA O MINISTÉRIO (LC 5.1-11) Dentre as três versões deste episódio (cf. Mt 4.18-25; Mc 1.16-20), a de Lucas é a única que relata o milagre associado ao chamamento de Pedro, Tiago, João e André pelo Senhor Jesus. Cristo já vinha ministrando aos habitantes da Galiléia e era bem conhecido, inclusive destes que se tornariam Seus primeiros discípulos; notemos essa familiaridade no fato de Jesus servir-se do barco de Simão para ministrar naquele dia, e de este chamá-lo reverentemente de “Mestre”. E, quando são mandados a voltar ao mar alto e lançar as redes, notemos que há uma pronta obediência por parte deles à palavra de Jesus, mesmo ainda não conhecendo que Ele era o Cristo e, portanto, não esperando um milagre – o que Pedro ressalta na observação: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede”. E, para surpresa deles, o milagre acontece. Aqueles quatro homens, especialmente Pedro, tanto se alegram como se espantam com o milagre e Pedro, em particular, convencido de que Jesus era muito mais do que um mestre ou profeta, sente sua própria indignidade ante a divindade e santidade do Mestre – à semelhança do que ocorreu com muitos profetas no passado, quando do seu chamamento por Deus e pouco antes de receberem a incumbência para anunciar a palavra divina (cf. Is 6.1-7). Sem a convicção de que era o próprio Deus que os chamava para uma obra de natureza e importância muito superior ao ofício que até então exerciam, eles não teriam atendido tão prontamente à ordem de Jesus para deixar tudo e segui-l’O, e tornarem-se Seus obreiros (cf. Mt 4.22); pois, sem essa convicção, tendemos a deixar que os cuidados desta vida facilmente ofusquem a grandeza e dignidade da obra de Deus (cf. Lc 9.57-62; Jo 21.1-3). As palavras de Cristo: “Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens”, ou, como são dirigidas a Pedro: “Não temas; de agora em diante, serás pescador de homens”, implicam, mais do que um chamado para ser discípulo, um chamado para ser também obreiro de Cristo. Notemos que ambas as coisas estão incluídas num mesmo chamamento, de modo que aquele que verdadeiramente é ministro de Deus possui uma incumbência particular no serviço do Mestre, a qual, se não cuidar para cumpri-la fielmente, ele não apenas será reprovado como obreiro, mas como discípulo de Cristo (cf. 1 Co 9.16; Lc 17.7-10). Por outro lado, o episódio que consideramos aqui ilustra, através do milagre da pesca maravilhosa, quão mais sublime e importante, e certa de sucesso, é a obra do ministério do que qualquer outro empreendimento humano: se antes o seu ofício era o de saciar a fome do corpo, pescando peixes, agora, como pescadores de homens, os apóstolos (assim como todos os que são igualmente chamados) saciariam a fome espiritual das almas, sua necessidade de salvação eterna, puxando-as das trevas deste mundo com a “rede da salvação” do evangelho, e trazendo-as à terra firme do reino dos céus (cf. Mt 13.47-50). E, se aqueles que lançaram suas redes sob a palavra de Cristo tiveram um sucesso tão maravilhoso e inesperado, quão mais abundante será o fruto daqueles que, como nos ensinou o Senhor, trabalham num campo onde há muito para se fazer, mas poucos para atender à demanda espiritual (cf. Jo 4.35-38; Mt 9.36-38). 

II – OS PRIVILÉGIOS DO MINISTÉRIO (MT 10.1-8) Nesta segunda passagem encontramos diversas orientações de Jesus aos Seus discípulos, por ocasião em que estes foram capacitados e enviados para cumprir seu ministério. E a primeira coisa que gostaríamos de destacar aqui é a autoridade e o poder que o Senhor concedeu, não apenas aos apóstolos, mas a todos quantos foram incumbidos do ministério da palavra (vv. 1-8; cf. Lc 10.1-2, 19-20; At 1.8). Esta autoridade e poder significam que, sendo o ministério uma obra divina, e que encontra forte oposição por parte, não apenas de inimigos carnais e visíveis, mas também espirituais; nenhum sucesso teríamos se contássemos apenas com nossas próprias forças e a nossa limitada compreensão do mundo espiritual (cf. At 19.13-16; 2 Co 10.4). Mas, pela nossa instrumentalidade, Deus opera a salvação das almas, concedendo eficácia à palavra da nossa pregação, e até mesmo realizando milagres de ordem material em confirmação a essa palavra, se assim Lhe aprouver (cf. Jo 9.1-3; Mc 16.17-20). Consideremos ainda a providência divina em favor daqueles que atendem ao chamado do ministério (vv. 9-11). Se Deus orienta Seu povo a suprir as necessidades materiais daqueles que servem especial e integralmente nas coisas de Deus (cf. 1 Co 9.7-11, 13-14); quanto mais Ele mesmo proverá o necessário para que aqueles que servem nos interesses do reino dos céus possam fazê-lo sem inquietações. Por outro lado, as palavras consideradas aqui representam também um apelo à confiança no Senhor, que, no pouco ou no muito, nunca nos faltará (cf. Mt 6.33; Lc 22.35; Fp 4.12-13). Por último, queremos destacar, não como um fardo, mas como um privilégio, a oposição que o ministério da palavra “naturalmente” despertará, suscitando perseguições, ameaças e até mesmo riscos à nossa integridade física e material (vv. 16-18, 22, 25, 28). O pecado torna os homens sutis e maliciosos contra aqueles que apregoam o evangelho, levando-os a procurar algo de que acusar e condená-los, tal como fizeram com o próprio Senhor Jesus (cf. Jo 15.18-21); ou a intimidá-los, tal como tentaram fazer com os apóstolos (cf. At 5.17-29, 40-42). A própria morte pelo evangelho pode tornar-se um risco real em diversas situações, como sucedeu a muitos no passado e no presente (cf. At 12.1-2; Hb 11.35-38). Mas este é, de fato, mais um sinal da aprovação do nosso ministério, o qual deveríamos receber com alegria por ter sido julgados dignos de participar da mesma sorte que nosso Mestre (cf. Fp 1.29-30). 

III – A RESPONSABILIDADE DO MINISTÉRIO (MT 24.45-51) Embora esta passagem esteja inserida numa orientação geral acerca da vigilância, em conexão com uma parábola que se aplica indistintamente a todos os que desejam ser aprovados na vinda de Cristo; a pergunta de Pedro feita na ocasião: “Senhor, dizes essa parábola a nós ou também a todos?” (cf. Lc 12.41) leva o Senhor Jesus a explicar que, se os servos – isto é, os discípulos – devem ser achados cumprindo fielmente seus deveres até que o senhor volte, quanto mais o mordomo – isto é, os apóstolos e, por conseguinte, os obreiros em geral – cujos deveres implicam tanto em honra como responsabilidade para com os demais conservos, administrando os bens da casa e orientando as tarefas dos demais. No reino dos céus, a deslealdade ou negligência de um ministro repercute não apenas em sua própria vida particular diante de Deus, mas também naqueles que espiritualmente estão ligados ao seu ministério. Ora, se o servo mau e negligente será castigado pelo prejuízo que causou ao seu senhor naquilo que lhe foi particularmente confiado, quanto maior castigo receberá o servo cuja negligência afetou não apenas o seu serviço, mas também o dos seus semelhantes? (cf. Lc 12.47-48; Tg 3.1). 

CONCLUSÃO Consideremos quão grande é a misericórdia e graça de Deus que, como se fosse pouco nos dignar com o chamado de sermos discípulos de Seu Filho Jesus, ainda nos concede a honra de estender esse chamado a outros, e de influenciarmos uns aos outros no exercício deste chamado através do ministério da palavra.

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